Ernestina é destaque no Rio Grande do Sul em reportagem da Zero Hora
O município de Ernestina ficou em evidência em todo Rio Grande do Sul em um conteúdo publicado em 25 de novembro no Almanaque Gaúcho, no site da Zero Hora e Rádio Gaúcha (GZH), que abordou a origem do nome de Ernestina e os primeiros passos da Colônia Ernestina no início do século XX.
Algumas informações sobre a vida da mulher que inspira o nome do município ajudam a entender como ela fez história. Confira, abaixo, o texto completo:
“Emancipado em 1988, Ernestina é um município de 3 mil habitantes no norte do Rio Grande do Sul. Originalmente ocupado por povos indígenas e por uma redução jesuítica, o território já pertenceu a Rio Pardo, Cruz Alta e, por último, a Passo Fundo. O nome homenageia uma mulher: Ernestina Kruel Niederauer.
Conhecida pelos familiares como Pepita, ela nasceu em Santo Ângelo, em 1889, filha de Jacob Luiz Niederauer e Rosalina Hoffmeister Kruel. Em 1903, casou-se com Adolfo Schell Loureiro, filho de Antônio José da Silva Loureiro, o Barão. O sogro ofereceu à nora uma gleba de terras como dote nupcial.
Posteriormente, João Fernando Kruel, tio de Ernestina, loteou em sociedade com Adolfo as terras doadas. A área foi dividida em lotes rurais — as colônias — e urbanos, recebendo o nome de Colônia Ernestina. O registro na Diretoria de Terras e Colonização ocorreu em 1910. Os lotes urbanos, onde ficava a sede, deram origem à cidade de Ernestina.
— Inicialmente, os lotes foram ocupados por descendentes de alemães das colônias velhas, da região de São Leopoldo e do Vale do Taquari. Posteriormente, ocorreu uma mescla — conta o professor e historiador Alexandre Aguirre, diretor do Museu Municipal Dona Ernestina e autor do livro Ernestina: História, Memória e Fotografia.
Em 1950, João Fernando Kruel e sua esposa Aurora Shell Loureiro doaram à prefeitura de Passo Fundo a área da atual praça central de Ernestina. Ernestina nunca morou na colônia. Residiu com a família em Passo Fundo. Com Adolfo, teve duas filhas e um filho: Walter, Cacilda e Felipina. Ela faleceu em Porto Alegre, em 25 de julho de 1963.
Barão
Oriundo de Portugal, Antônio José da Silva Loureiro chegou na década de 1850 ao Rio de Janeiro. Em 1864, montou uma casa de comércio em Passo Fundo, onde se casou com Felippina, filha do comerciante alemão Adam Schell. No teatro amador, recebeu o apelido de Barão. Militou ao lado dos federalistas (maragatos) e foi delegado de polícia em 1892. O Barão investiu em terras da região parte dos ganhos nos negócios. Faleceu em 1919”.
* Reprodução da reportagem do Almanaque Gaúcho, do GZH, publicada em 25 de novembro de 2025; Com imagens e informações fornecidas pelo Museu Dona Ernestina e pelo Prof. Me. Alexandre Aguirre.
Ernestina – Prefeitura Municipal